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Definição da carga e frequência das auditorias internas

Como definir o tamanho e a periodicidade das auditorias internas: fatores que influenciam a carga, opções de frequência e por que não copiar o critério da certificadora.

Se você acompanha nossa série de conteúdos sobre auditoria, já sabe a diferença entre programa e plano de auditoria. Agora, vamos falar sobre a carga e a frequência das auditorias, ou seja, como definir o tamanho e a periodicidade desses processos.

Como definir o tamanho da auditoria?

Para determinar a carga de auditoria, é essencial considerar diversos fatores que influenciam o tempo necessário para uma avaliação eficiente. Esses fatores incluem:

  • Tamanho da empresa: quantidade de unidades, matriz e filiais, locais de operação externa e número de colaboradores.
  • Maturidade do sistema de gestão: sistemas novos podem demandar mais atenção do que aqueles já consolidados.
  • Complexidade dos processos: processos mais críticos e complexos exigem uma auditoria mais detalhada.
  • Mudanças recentes: alterações em tecnologia, equipamentos, regulamentos ou estrutura organizacional podem impactar a auditoria.
  • Resultados de auditorias anteriores: áreas com histórico de não conformidades ou dificuldades de implementação podem exigir mais tempo.
  • Disponibilidade dos auditores internos: o tempo disponível dos auditores pode influenciar a duração da auditoria.

Ao analisar esses fatores, é possível ajustar a carga da auditoria para que ela seja eficiente e alinhada às necessidades da empresa.

Como definir a frequência das auditorias?

A periodicidade das auditorias também deve ser definida com base nas características da organização. Algumas opções comuns incluem:

  • Auditorias menores e mais frequentes: por exemplo, auditorias de 2 dias a cada 3 meses (trimestrais).
  • Auditorias mais longas e menos frequentes: por exemplo, auditorias de 10 dias duas vezes ao ano ou uma auditoria de 15 dias anual.
  • Auditorias espaçadas no tempo: quando não há possibilidade de realizar auditorias longas, pode-se dividir o tempo total ao longo do ano.
  • Divisão da carga de auditoria entre vários auditores: caso existam diversos auditores internos, é possível dividir o tempo total entre eles para otimizar os recursos.

A decisão sobre a frequência deve garantir que a auditoria cubra todas as áreas necessárias e forneça informações confiáveis para a melhoria do sistema de gestão.

Importante!

Não baseie a carga da auditoria interna nos critérios usados pelos organismos certificadores. Eles seguem diretrizes pré-definidas para certificação, enquanto a auditoria interna deve ser focada na eficiência do sistema de gestão, no cumprimento de requisitos e na melhoria dos processos.

Agora que você sabe como definir a carga e a frequência das auditorias internas, que tal aprender a elaborar um checklist de auditoria eficiente?

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